quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O cristianismo e o baile de máscaras


O cristianismo que vivemos é no mínimo cômico, se partirmos de um princípio do teatro grego onde tragédia e comédia estão interligados, ou talvez fosse melhor definido como trágico.

Vivemos uma espécie de “baile de máscaras” ao longo dos últimos quase 2000 anos.

Os bailes de máscara eram eventos que a nobreza europeia costumava frequentar, sempre com uma máscara impedindo que fossem descobertos seus rostos ou suas identidades. Dessa forma, eram quem queriam independente de posição social, nacionalidade ou credo. Não questiono a questão cultural, mas sim a oportunidade para covardes ideológicos se mostrarem. Poderíamos traçar um paralelo entre esse fato e algo que acontece em larga escala na internet em nossos dias, os comentários anônimos. Quantos de nós ao lermos textos na rede e nos depararmos com os comentários vemos aquela crítica ácida, em que o sujeito é tão inteligente que não tem a dignidade de mostrar seu nome.

Vejo algumas relações entre essas questões e o cristianismo. Nossas estruturas religiosas ditas
 “cristãs” muitas vezes nos levam a representar papéis, andarmos mascarados ou apresentar-nos como anônimos. E olha que não faltam observações, para que não cedêssemos a esse arquétipo hipócrita, por parte de nosso exemplo maximus, Jesus Cristo: “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície”. Mateus 23:27.

Na figura de nosso mestre vemos um exemplo de sinceridade, quando penso na sua presença me vem à mente um senhor de expressão áurea e diáfana, austero, mas de abundante compaixão. E que diante dele toda a máscara caia, se eu fosse um profeta dos tempos de Israel diria que proclamo, mas como sou um simples pecador que em meio a deslizes e tentações tenta viver o padrão de excelência criado por Deus, posso dizer que eu suplico por: UM CRISTIANISMO SEM MÁSCARAS.


Vilto Reis

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