segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Morte(essa mesmo que você não quer ouvir falar)


Pois é meus amigos, semana retrasada nosso blog voltou a atividade. Confesso que me aproveitei da boa vontade de meus colegas Vilto Reis e Rafael Dias, que nos forneceram um ótimo conteúdo para o blog.

Hoje quero falar sobre morte, assunto que geralmente evitamos.

Você já viu que geralmente os jovens consideram a morte algo distante e quando algum jovem morre é uma tragédia, pois afinal ele tinha uma vida inteira pela frente, muitos sonhos a serem realizados, sonhos profissionais, amorosos, acadêmicos e muitos outros, no caso de um idoso as pessoas já se conformam mais, pois ele já viveu o que tinha pra viver e não tem mais planos a realizar.

Na verdade o mais assombroso de tudo é a escuridão que existe após a morte, a duvida de como será a eternidade, como será o céu (caso você chegue lá), que corpo teremos e mais um monte de perguntas que nunca teremos resposta enquanto estivermos aqui.

Acredito que nos últimos segundos de vida a pergunta de onde está Deus e quem ele foi pra mim, vira em nossa mente.
Obvio que ninguém quer morrer, todos nós preferimos a vida, mas o grande problema, é que a angustia no coração das pessoas que não sabem onde Deus esta em suas vidas será aterrorizante no dia de sua morte.
Em resumo, precisamos ter coragem para dizer como disse Paulo, que viver é Cristo e morrer é ganho, pois Paulo sabia quem ele era e quem era Deus.

Meus colegas, que Cristo venha ser amigo intimo de vocês, para que vocês venham estar prontos para enfrentar todas as coisas, inclusive a morte.

E que no dia da minha morte, eu venha apenas me jogar nos braços daquele que reinou em minha vida.

Abraços.

Jackson Vieira

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Até Quando?

Até Quando?
Oficina G3

Humanos que se amam
Humanos que se matam
Humanos que ajuntam
Humanos que espalham
Humanos que vendem
Humanos que compram
Humanos que pedem
Humanos que roubam
Humanos que em amor gostam muito de falar
Mas nunca fazem nada para demonstrar
Humanos que pedem a paz em toda a Terra
E a buscam com armas e tanques de guerra
Quando vamos viver a vontade do Deus pai
De viver seu amor, de vivermos em paz
Humanos que só falam e fazem muito pouco
Humanos que só julgam e se enxergam pouco
Humanos que em Deus gostam muito de falar
Mas não O conhecem nem O querem aceitar
Humanos que da vida pensam saber tudo
Mas esquecem de que são pó, como todo mundo
Humanos que Deus sabe, sempre vão errar
Mas sempre vai estender a mão àquele que O chamar
Quando vamos viver a vontade do Deus pai
De viver seu amor, de vivermos em paz.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Aos que precisam de consolo

No Jardim
Harpa Cristã

No jardim. Jesus Cristo clamava,
Quando os ímpios O foram prender;
E falando co'o Pai suplicava,
Pelo cálice que ia beber.

Com Jesus a min'alma deseja estar
No jardim, em constante oração;
Quando a noite chegar, e o mal me cercar,
Quero estar em constante oração.

Qual orvalho que dá vida às flores,
Assim é para o crente a oração;
Meus cuidados, tristezas e dores,
Cristo as sabe por minha oração.

Jesus teve completa vitória,
Porque sempre viveu em oração,
Muitos santos chegaram à glória,
Sob o manto da doce oração.

Renovados em forças seremos,
Nós teremos u'a nova unção;
E com Deus, no jardim falaremos,
Se vivermos sempre em oração.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O cristianismo e o baile de máscaras


O cristianismo que vivemos é no mínimo cômico, se partirmos de um princípio do teatro grego onde tragédia e comédia estão interligados, ou talvez fosse melhor definido como trágico.

Vivemos uma espécie de “baile de máscaras” ao longo dos últimos quase 2000 anos.

Os bailes de máscara eram eventos que a nobreza europeia costumava frequentar, sempre com uma máscara impedindo que fossem descobertos seus rostos ou suas identidades. Dessa forma, eram quem queriam independente de posição social, nacionalidade ou credo. Não questiono a questão cultural, mas sim a oportunidade para covardes ideológicos se mostrarem. Poderíamos traçar um paralelo entre esse fato e algo que acontece em larga escala na internet em nossos dias, os comentários anônimos. Quantos de nós ao lermos textos na rede e nos depararmos com os comentários vemos aquela crítica ácida, em que o sujeito é tão inteligente que não tem a dignidade de mostrar seu nome.

Vejo algumas relações entre essas questões e o cristianismo. Nossas estruturas religiosas ditas
 “cristãs” muitas vezes nos levam a representar papéis, andarmos mascarados ou apresentar-nos como anônimos. E olha que não faltam observações, para que não cedêssemos a esse arquétipo hipócrita, por parte de nosso exemplo maximus, Jesus Cristo: “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície”. Mateus 23:27.

Na figura de nosso mestre vemos um exemplo de sinceridade, quando penso na sua presença me vem à mente um senhor de expressão áurea e diáfana, austero, mas de abundante compaixão. E que diante dele toda a máscara caia, se eu fosse um profeta dos tempos de Israel diria que proclamo, mas como sou um simples pecador que em meio a deslizes e tentações tenta viver o padrão de excelência criado por Deus, posso dizer que eu suplico por: UM CRISTIANISMO SEM MÁSCARAS.


Vilto Reis

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Deus da Lei da Semeadura, ou Deus de Graça e propósitos eternos?

Eu nunca fui muito fã da tão divulgada entre os cristãos, Lei da Semeadura! Afinal, sempre caí na seguinte questão, se existe tal lei, o que fez de mal meu Salvador, para colher a Cruz?. Ademais, em nada tenho o sofrimento como algo que rebaixe a sociabilidade ou condição humana, antes, vejo nos sofrimentos, sejam eles por escolhas próprias ou aqueles impostos pela dinâmica da vida como experiências que nos enriquecem. Não, não estou fazendo apologia a dor ou ao sofrimento, mas quiça, todo ser humano compreendesse que cada aspereza da vida, pode ser empreendida ou compreendida como "oportunidade de crescimento" conforme diz Leonardo Boff .

As dores e os sofrimentos pelos quais passei (até o momento presente), colhidos por semeaduras ou não, conforme queiram julgar, para mim apenas entendo o seguinte: fizeram-me ser um ser-humano melhor. Ninguém sai da "zona de conforto" sem ser incomodado, sem pressão. No sofrimento somos envolvidos por turbilhões de sentimentos, e foram justamente essas guerras de emoções emanadas de ambientes doloridos que fizeram homens como Lutero, Luther King, Mandela, Zumbi dos Palmares, Gandhi, entre muitos outros que fizeram diferença a seu tempo, e que seus atos ainda hoje são contados no dia-a-dia ou nos livros de história e auto-ajuda.

Os textos da Sagrada Escritura, no Antigo Testamento, nos informam que Jó era um "homem temente e fiel a Deus"... conjectura-se e entende-se que todos seus atos eram bons, ou seja, Jó é um ser humano muito bom, praticamente perfeito sob a ótica da ética humana, porém, sofreu muito mais que outros homens ruins, também escritos nos textos sagrados, como por exemplo Saul, Acabe, Jezabel, Herodes, Pilatos. Esses homens ruins tiveram talvez - aos nossos olhos humanos - mortes prematuras, mas nem a morte e ou o sofrimento são resultados de ações da vida, como pagamento, pois como disse o apóstolo Paulo, a morte já não é mais inimiga, pois seu poder foi aniquilado pelo Deus que se fez homem, Jesus!

A lei da semeadura em alguns sentidos, precisa ter seu método de interpretação revisto, pois por exemplo, as pessoas possuídas pelos espíritos de Falso Profeta, Anti Cristo e etc., segundo a Bíblia não vão colher a nossos olhos coisas ruins, antes serão exaltados entre os homens, e muitas vezes dentro da instituição igreja. A bíblia fala que suas obras, seus atos seriam tão "esplêndidos" que SE POSSÍVEL ENGANARIAM até mesmo os escolhidos!

Jesus sofreu, e nada fez por isso, a não ser amar e expor a verdade, e por meio de SEU sofrimento, conforme predisse o profeta Isaías, fomos todos sarados de nossas enfermidades. 

Através da dor e do sofrimento compreendemos que somos todos iguais no sentido de humanidade. Não é por acaso que o Messias, o Cristo haveria de padecer! A vitória de Jesus de Nazaré começou com sofrimento, e não pouco, mas exageradamente muito! A ressurreição mostrou ao mundo que a vitória sobre a morte começou com a dor de DEUS na cruz.

Jesus não foi acreditado pelos judeus, também, por eles não entenderem como poderia o MESSIAS, o DEUS encarnado sofrer, e não fazer nada além de dizer "Está consumado!". Nas palavras do Dr. Jack Miles: Cristo, um Deus fraco...que fortalece!

É certo que quem perder a vida aqui, com sofrimentos e angústias, tem a esperança como diz os textos Apocalípticos de João, que surgirá novos céus e nova terra, e lá não haverá mais sofrimento, choro, porque tudo que se passa aqui hoje, já não mais existirá lá!

Deus, conforme minha crença pessoal usa todos e tudo, conforme Seus eternos propósitos, pois "Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido." (Jó 42 : 2)

Os motivos pelo sofrimento de Jó, ainda hoje, são objetos de estudos entre teólogos, leigos e acadêmicos de história comparada, mas é certo ao menos uma coisa: Deus se fez presente na história de Jó do início ao fim. Muitos "contos" são desmentidos na história de Jó, como por exemplo, todo sofrimento é fruto de atos ruins... mas outros ensinamentos ricos são construídos também, que Deus nos usa conforme Seus propósitos.

Finalizo aqui apresentando o texto capítulo 42, verso 10 de Jó "E o SENHOR virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o SENHOR acrescentou, em dobro, a tudo quanto Jó antes possuía." No sofrimento, Jó se conecta com Deus, não para orar por si, mas por seus amigos e Deus o abençoa grandemente virando seu cativeiro!

Que o nosso Brasil possa aprender com as dores e sofrimentos do passado, do presente e do futuro, não para alterar o que se passou, mas para viver o presente de modo diferente, e então, vislumbrarmos um futuro melhor. Quando este dia chegar cantaremos todos que "ouviram do Ipiranga as margens plácidas" de um povo humilde e humano, demasiadamente humano!

Abraços,




Rafael Dias